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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Jogos divulgam sustentabilidade
Cresce a utilização de concursos para promover a divulgação de iniciativas de sustentabilidade das empresas. Competições são uma excelente forma de envolver as pessoas de forma participativa para aprender mais sobre um assunto, ao mesmo tempo promovendo a organização.
Ao mesmo tempo, a explosão de ferramentas on-line ao longo dos últimos anos tem expandido enormemente alcance de audiência para uma fração do custo - não só para a mídia, como texto e gráficos, mas para, por exemplo áudio (podcasts) e vídeo (por exemplo, o YouTube ) também. As organizações estão cada vez usando mais com estes vários canais de mídia para conscientizar e aumentar a participação nas suas competições.
Por exemplo, como parte de seu esforço rebranding, uma agência norte-americana de comunicação com foco em sustentabilidade, a SDialogue está atualmente no ar com o seu "S Contest", usando áudio e vídeo para promover o concurso de modo a envolver organizações que tenham uma história de sustentabilidade para contar. Os participantes podem entrar no jogo pelo site da empresa ou por sua página no Facebook ou ainda pelo You Tube. O vencedor recebe 10.000 dólares em serviços de estratégia de sustentabilidade e de serviços de comunicações.
Outro concurso, executado pelo Boston College Center for Corporate Citizenship, é o Festival Internacional do Filme da Cidadania Corporativa, realizado pela primeira vez no início de 2009. No festival, as empresas associadas apresentavam vídeos detalhando o impacto dos seus programas de responsabilidade social corporativa. Cerca de 15.000 votos foram dados no site do Centro de Internet e 30.000 exibições de vídeos. O prêmio pelo primeiro lugar foi para a FedEx, o segundo lugar foi para a Hitachi, e o terceiro foi para a PriceWaterhouseCoopers.
Outras competições com foco na sustentabilidade organizacional incluem a Social Venture Network (SVN) Innovation Awards, e Green America's People's Choice Award.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Programa de rádio Observatório da Imprensa
| PAUTA VERDE Por Luciano Martins Costa em 8/9/2009 | |
| Os jornais e revistas do fim de semana prolongado confirmam o primeiro efeito da entrada da senadora Marina Silva na disputa presidencial do ano que vem: de repente, todos os outros candidatos, ou supostos candidatos, se transformam em defensores do meio ambiente e subitamente se declaram verdes desde criancinhas. No entanto, a participação da ex-ministra não conseguiu ainda fazer a imprensa sair da limitada cobertura sobre o tema. O tema ambientalismo e as idéias sobre desenvolvimento sustentável aparecem apenas pontualmente no noticiário, mas não ganham abordagem estratégica em nenhum dos principais meios de comunicação do país. Num encontro realizado semana passada em São Paulo, jornalistas que se dedicam a produzir publicações de papel e na internet sobre sustentabilidade deixaram claro o pouco interesse da chamada grande imprensa nos debates mais especializados que envolvem o modelo de desenvolvimento, o futuro da Amazônia, a matriz energética do país e outros temas correlatos. Quando muito, jornais, revistas e emissoras de televisão aberta inserem a questão ambiental no noticiário sobre economia e políticas públicas, como acontece com relação ao acordo militar entre o Brasil e a França, no qual o governo brasileiro apresenta a necessidade de patrulhar a Amazônia como um dos argumentos para reforçar e modernizar a frota da FAB. Debate avivado Notícias sobre a limitação de áreas para plantio de cana, proteção do cerrado e "congelamento" de trechos da Serra da Cantareira, que também freqüentam os jornais no período, resultam mais evidentemente do esforço de candidatos para se mostrarem preocupados com o meio ambiente do que do interesse da imprensa em manter o tema presente na agenda pública. Ainda não há estudos consistentes, pelo menos publicados recentemente, sobre o peso da questão ambiental e de outros temas correlacionados nas escolhas que o eleitor irá fazer no ano que vem. Mas os marqueteiros dos candidatos sabem, e a imprensa vem reafirmando, que a participação da senadora Marina Silva deverá colocar em debate questões como a ética na política e o modelo de desenvolvimento econômico adotado pelo Brasil. Por enquanto, a imprensa entra no tema da ética empurrada pelos escândalos, e muito seletivamente: as denúncias ganham destaque conforme o viés político do acusado. Quanto ao assunto sustentabilidade, jornais e revistas ainda parecem depender das assessorias de imprensa e das notas oficiais. | |
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Marcas, mídias e responsabilidade social
Na cobertura do Unomarketing, evento que acontece em São Paulo durante esta semana e que discute o marketing sustentável e a comunicação consciente, hoje o assunto foi a comunicação responsável, como falou a repórter Letícia Freire, do site Mercado Ético:
Você conhece uma agência de publicidade que, além de ter uma gestão participativa, publica o relatório de atividades? A pergunta foi feita num quizz eletrônico, no intervalo da I Feira e Seminário de Marketing Sustentável Unomarketing: Comunicação Consciente. A resposta de mais de 70% da platéia foi um direto "não". Para aquecer o debate, palestrantes do seminário "Processos criativos x valores" pontuaram a importância de marcas e processos de comunicação mais responsáveis.
Segundo Yacoff Sarcovas, presidente da agência Significa, a atitude de marca não é uma moda. Para ele, essa é uma forma como as empresas estão encontrando para tangibilizar a marcar a sua ação social. "A chamada atitude de marca não é uma tendência; ela já é parte da agenda estratégica de uma organização que entende o impacto dessa cadeia de valor"; não é mais possível iludir o consumidor com promessas vazias", afirmou Sarcovas.
Para ele, é imprescindível alinhar meio de comunicação, conteúdo, forma e conduta para produzir uma comunicação responsável. "A publicidade tem a licença poética do exagero, mas quando se trata de uma causa deve haver o máximo de firmeza para assegurar total verdade e relevância da mensagem". Ainda segundo Sarcovas, a empresa que não respeita essa regra corre o perigo de ser rejeitado pelo consumidor. "O impacto da ação da marca já começa a ser questionado pelo consumidor, o que mostra que o público não é ingênuo"
Já Antonio Peres, da Peres & Partners de Portugal, lembrou que o consumidor está cada vez mais próximo da informação, principalmente após a internet, e que isso exige da empresa mais transparência em seus anuncios. "Temos que parar de achar que somos a alma do negócio. No momento atual as ações de responsabilidade social tem mais importância que um anúncio. Na Europa, por exemplo, elas são exigidas das empresas e serão cada vez mais cobradas pela sociedade", ressaltou.





