segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Por que a sustentabilidade é hoje o maior motor da inovação

Para quem é assinante da Harvard Business Review Brasil, a edição de outubro traz um artigo de Ram Nidomulu, C. K. Prahalad e M. R. Rangaswami, chamado "Por que a sustentabilidade é hoje o maior motor da inovação. Os autores defendem que a sustentabilidade é muito mais que responsabilidade social empresarial, é justamente o caminho para inovar e conquistar um lugar no mercado.

Veja a seguir um resumo do artigo:

Quando uma empresa investe na sustentabilidade, em geral é para mostrar que tem responsabilidade social. O que espera, contudo, é que a iniciativa aumente seus custos, não traga nenhum benefício financeiro imediato e que, muito provavelmente, derrube sua competitividade. Já autoridades e ativistas acham que será preciso endurecer as regras e educar e organizar o público consumidor para obrigar empresas a adotarem práticas sustentáveis.

Os autores do artigo acreditam em outra coisa. Para eles, a busca da sustentabilidade pode abrir um rico filão de inovações organizacionais e tecnológicas — inovações capazes de produzir tanto receita quanto lucro. Essa busca já começa a transformar o cenário competitivo, com empresas reformulando produtos, tecnologias, processos e modelos de negócios. Ao equiparar desde já sustentabilidade e inovação, uma empresa pode lançar as bases para liderar quando a crise chegar ao fim.

Segundo Nidumolu, Prahalad e Rangaswami, o caminho rumo à sustentabilidade envolve cinco estágios distintos de mudança na empresa: (1) encarar respeito a normas como oportunidade; (2) tornar a cadeia de valor sustentável; (3) criar produtos e serviços sustentáveis; (4) criar novos modelos de negócios; e (5) criar plataformas de "próximas práticas". O trio enumera os desafios envolvidos em cada estágio desses e os recursos exigidos para sua superação.

domingo, 4 de outubro de 2009

Governnça Corporativa chega às fundações

Até quinta-feira, 8 de outubro, está em consulta pública a versão preliminar do primeiro Guia de Melhores Práticas de Governança para Fundações e Institutos Empresariais. A iniciativa é do  Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), que pretende apresentar subsídios para os dirigentes de organizações como fundações e institutos empresariais.Governança, em sentido amplo, é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre conselho, equipe executiva, e demais órgãos de controle. 

De acordo com o Gife, "para que isso faça sentido, as boas práticas de governança se sustentam de quatro princípios: a transparência, que não deve se restringir ao econômico-financeiro, mas também os demais fatores (mesmo os intangíveis que norteiam a ação gerencial; a equidade, o tratamento igual a todas as partes interessadas; a accountability, o prestar contas das ações, assumindo integralmente suas consequências e; reponsabilidade, quando o agente de governança zela pela sustentabilidade da organização".

Patrocinado pelas fundações Odebrecht e Banco do Brasil, além do Instituto Camargo Corrêa, o documento contém informações necessárias para uma boa gestão, como código de conduta, conflito de interesses, titularidade e formação de conselhos.

Para contribuir basta enviar um email para cleber.tavares@ibgc.org.br, contendo a identificação do trecho (página e item); redação sugerida; e explicação dos motivos e sugestão.

Para consultar o documento em audiência pública, clique aqui.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

TI é destaque em ranking da Newsweek

Das cinco primeiras posições no ranking das 500 corporações norte-americanas mais "verdes" em 2009, publicado pela revista Newsweek, quatro são da área de tecnologia: HP, Dell, Intel e IBM (primeiro, segundo, quarto e quinto lugares, respectivamente). Isto dá o que pensar. Empresas que produzem um insumo básico hoje para tantas outras indústrias, as quatro apontam para uma necessidade de toda a cadeia produtiva se preocupar com o uso dos recursos naturais. Ao mesmo tempo, revelam que ser um destaque em Tecnologia da Informação significa também ser um destaque em tratamento adequado do meio-ambiente.
Para ver o ranking e ler o artigo, clique aqui (em inglês). 

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Quem polui mais, o carro a alcool ou á gasolina?

Com a divulgação da Nota Verde, pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores do Ibama (Proconve/IBAMA),  avaliando as emissões dos gases veiculares poluentes à saúde humana (monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio), o Ministério do Meio Ambiente acabou levantando uma polêmica. Isto porque, de acordo com essa avaliação, os carros movidos a etanol poluem mais que aqueles movidos a gasolina.
O Instituto Akatu publicou em seu site uma reportagem questionando a afirmativa, que pode ser lida aqui.
 
No texto, a entidade comenta que os consumidores estão confusos e desorientados, pela falta de dados confiáveis.
 
Este é um dos aspectos em que precisamos melhorar bastante a comunicação da sustentabilidade. Criar indicadores claros, confiáveis e seguros, divulgá-los com transparência e trabalhar continuamente pela sua credibilidade estão na pauta de quem está envolvido com o tema.